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O folclore musical de Vitória segue o ritmo das batidas do congo. E o mais tradicional congo da cidade segue no ritmo da Banda Amores da Lua.
Do encontro entre um ferroviário, uma professora e um devoto de São Benedito nasceu a Banda de Congo Amores da Lua. Era 20 de março de 1945, quando seu Alarico Azevedo, dona Jacinta Souza e seu Alfredo Manoel da Silva reuniram-se no então bairro Mulembá, atualmente Santa Marta, e criaram a banda.
A Amores da Lua se tornou símbolo vivo de tradição e até hoje, com mais de 50 anos, tem entre seus membros familiares de seus fundadores. Atualmente, o comando da banda está com seu Reginaldo Barboza Sales, genro de seu Alarico, falecido em 1981.
Festas religiosas
Conjunto musical típico das regiões litorâneas do Espírito Santo, a banda de congo toca e canta principalmente em festas religiosas, como as de São Benedito, São Pedro, São Sebastião e Nossa Senhora da Penha.
São grupos compostos por pessoas simples, que utilizam instrumentos rudes feitos por eles mesmos com pau oco, barricas, taquaras, peles de animais, folhas-de-flandres e ferro torcido.
Tambores, caixas, cuícas, chocalhos, casacas, ferrinhos ou triângulos, pandeiros. Ao som desses instrumentos, homens e mulheres cantam velhas e tradicionais toadas, em que há referências à escravidão, à guerra do Paraguai, aos santos de devoção popular, ao amor, à morte e ao mar.
São toadas marcadas pelo alongamento das vogais finais no fecho dos versos, o que confere um certo ar melancólico entre as batidas de percussão.
Grupo do tradicional folclore capixaba, as bandas de congo aparecem registradas em documentos antigos.
Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória
Vitória
