
Nesses cenários deslumbrantes floresceu, desde os idos de 1500 - quando a esquadra do almirante português Pedro Álvares Cabral aportou no Sul da Bahia -, uma riquíssima cultura, mesclando vivências do branco europeu com a pureza selvagem do amarelo indígena e, logo em seguida, com o negro trazido da África. Hoje, essa terra de gente morena é um pólo de efervescência cultural que se destaca no cenário brasileiro e é reconhecido a nível internacional. Na música, na dança, na literatura, no cinema, nas artes plásticas, no folclore e no rico e variadíssimo artesanato.
Na música o marco principal do seu destaque, e exemplo dessa riqueza cultural, está no samba, que nasceu na Bahia, daí sendo difundido por todo o Brasil. O toque da percussão evoluiu ao longo do tempo, chegando à bossa-nova de João Gilberto; à Tropicália de Caetano Veloso e Gilberto Gil; ao ritmo quente do grupo afro Olodum, que já gravou com Paul Simon e Michael Jackson; à batida original da Timbalada, que gravou com o grupo de rock Sepultura, projetando a musicalidade baiana muito além de suas fronteiras...
Na dança, a Bahia mostrou ao mundo a lambada, mas ganham espaço também, a cada dia, seus corpos de balé clássico, moderno, e folclórico, que se apresentam em todos os continentes.
Na literatura da atualidade, os exemplos maiores estão consagrados em Jorge Amado, Dias Gomes e João Ubaldo Ribeiro.
No cinema, revelou o talento de Glauber Rocha, criador do Cinema Novo.
Nas artes plásticas, mostra sua força através das esculturas de Mário Cravo e Tati Moreno, das gravuras de Calasans Neto e da pintura de Carlos Bastos, entre tantos outros, incluindo os primitivos.
No seu artesanato oferece souvenirs de baixo custo e alta criatividade, em cerâmica, pedras ornamentais, palha, couro, bordados, prata, madeira e instrumentos musicais típicos.
Em seus museus e palácios, de excelência arquitetônica, peças de grande valor contam como era a vida nos tempos de colônia e do império. Suas centenas de igrejas católicas, em arquitetura colonial barroca e rococó dos séculos 16, 17 e 18, abrigam relíquias em imagens sacras seculares e livros raros e centenários.
A cultura africana enriquece ainda mais o exotismo e a magia que a Bahia exibe com orgulho ao mundo. Ela transpira através da música bem ritmada, da culinária picante, da religião - o Candomblé -, da dança sinuosa e sensual, das roupas e turbantes multicoloridos, e do jeito alegre e irreverente do povo, com sua hospitalidade sem igual. Dezenas de manifestações folclóricas, de origem também nas culturas européia e indígena, compõem um mosaico que encanta e magnetiza o turista de todas as partes.
A culinária baiana - mescla harmônica das tradições portuguesa, africana e indígena - é inigualável. Na Bahia, o lanche pode ser um acarajé ou um abará (elaborados com feijão, fradinho), seguido de um bolinho de tapioca. Como prato principal, um vatapá, um caruru, uma moqueca de peixe ou de fruto-do-mar, com azeite de dendê e pimenta. Para variar, as especialidades de cada região, como as carnes de sol ou de fumeiro, o bode assado, a maniçoba ou o efó. De sobremesa, deliciosas cocadas e as lusitanas ambrosia ou baba-de-moça, à base de ovos.
Fonte: BahiaTursa -
Orgão de Turismo
Bahia









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