Haz click acá para ir al inicio de esta web...

Introdução

Introdução | Objetivos | Revissão Bibliográfica | Materiais e Métodos | Resultados e Discussões

El País | Regiones de Brasil | Símbolos Patrios | Regiões | Estados | Cidades | Patrimonios | Mapas do Brasil | Fauna Silvestre | Diccionario Guaraní - Español | Dicionário Tupí-Português | Recetas

1.1 Histórico

O problema da extinção das espécies animais e vegetais, do ponto de vista biológico, está ligado à questão da origem e evolução dos organismos. Para estudiosos do passado, as causas da existência e do desaparecimento dos organismos, escapam às leis naturais. Cuvier, Broignart e D'Orbigny, estudando a sucessão cronológica das faunas da bacia fossilífera de Paris, concluíram pela admissão da teoria catastrofista, segundo a qual os períodos geológicos passados teriam abrigado faunas e floras que foram totalmente destruídas por cataclismos no final de cada um deles.

Lamarck, autor da primeira tentativa de explicação científica do processo da evolução, preocupou-se, apenas, com a origem das espécies. Darwin, por sua vez, dedicou um capítulo ao problema da extinção natural das espécies, explicação lógica de sua teoria evolucionista: "Pela teoria da seleção natural a extinção das formas antigas e a produção das formas novas e aperfeiçoadas são dois fatos intimamente relacionados. A velha noção da destruição completa de todos os habitantes do globo, após cataclismos periódicos é hoje geralmente abandonada" (AVILA-PIRES, 1968).

A extinção constitui-se por fenômeno natural e decorre da transformação das espécies ou dos azares da seleção natural: competição, diminuição do potencial genético, modificações ambientais. Entretanto nos últimos anos o ser humano entra em cena no teatro evolutivo e coloca grande parte do elenco de atores em risco de desaparecimento.

1.2 Aspectos sociais

Nos dias atuais, o aumento demográfico e a industrialização exigem a ocupação e transformação de áreas cada vez mais extensas, e a utilização crescente de matérias-primas. Isso implica na introdução do homem em ecossistemas naturais, que se caracteriza pelo poder de desencadear "cataclismos" e de provocar modificações profundas, às vezes irreversíveis, no ambiente físico e no meio biótico.

A ocupação de áreas virgens, a exploração das florestas, a disseminação artificial de espécies exóticas, a erosão, a poluição da água, do ar e do solo constituem exemplos da interferência humana negativa no equilíbrio da natureza.

1.3 O ecossistema

Para que se compreenda os mecanismos que asseguram a existência de animais e plantas, em equilíbrio, tem-se que conhecer a estrutura dos ecossistemas.

Os ecossistemas são sistemas termodinâmicos abertos, auto-regulados, produtores e transformadores de matéria orgânica e regidos pelo princípio da produção mínima de entropia. Caracterizam-se pela unidade topográfica, climática, biótica, pedológica e geoquímica (ÁVILA-PIRES, 1972).
Para que possamos interferir na economia e composição dos ecossistemas, sem perturbá-los é necessário identificar os elos principais das cadeias orgânicas, levando em conta que em geral, as relações existentes entre organismos produtores e consumidores são extremamente complexas.

Nas atividades agropastoris e florestais, extrativas ou não, deve-se ter em vista que a atividade vital implica na síntese e na transformação de matéria orgânica, isto é, na transferência de energia, dos produtores para os consumidores e que constituem conjuntos de até cinco níveis tróficos. Em cada transferência ou transformação energética, verifica-se uma perda, de acordo com a Segunda lei da termodinâmica. Sendo assim, quanto menor a cadeia, menor a perda.

A extinção de algum animal resulta da intervenção indevida ou inadequada nas cadeias biogeoquímicas, quer pela erosão, pelo envenenamento ou poluição do ambiente ou pela captura, coleta ou destruição de animais ou plantas. De acordo com a lei do mínimo , pode-se levar uma espécie à extinção apenas alterando uma das condições críticas de menor índice de tolerância.

1.4 O homem como predador:

O problema da extinção de organismos por deterioração das condições de habitat é complexo e nem sempre pode ser resolvido com soluções fáceis. Por outro lado, a extinção dos mesmos por ação direta do homem talvez possa.
Interesses comerciais levam a captura ou destruição de espécies, quer diretamente para a utilização de animais e plantas ou de produtos, ou indiretamente por sua eliminação para dar lugar a exploração agropastoril ou florestal.

Desde a descoberta do Brasil, iniciou-se a pratica de exploração extrativa predatória, O próprio pau-brasil (Caesalpina echinata) encontra-se praticamente extinto. Peles e couros, ovos, plantas medicinais, madeiras e animais constituem alguns dos produtos mais conhecidos de origem silvestre exploradas pelo homem.

1.5 O comércio ilegal, a redução de habitat e suas consequências

A extraordinária perda de espécies e ecossistemas, encobre ameaças igualmente grandes e importantes à diversidade genética. No mundo todo, cerca de 492 populações geneticamente distintas de espécies de árvores (entre elas algumas espécies completas) estão em perigo. Com relação a fauna silvestre a situação não é diferente. Existe o problema do tráfico de animais silvestres que só no Brasil é responsável pelo desaparecimento de 12 milhões de espécimes por ano (moção nº 16/91 do CONAMA). A tempos este comércio tem contribuído intensamente para o empobrecimento da diversidade faunística do Brasil, trazendo a tona o problema da extinção de inúmeras espécies, muitas, inclusive ainda não identificadas.

Técnicos e ambientalistas acreditam que este comércio é a segunda principal causa da redução populacional de várias espécies nativas, ficando atrás apenas da redução do habitat devido ao desmatamento (TOUFEX, 1993).

Sem dúvida o maior problema da fauna brasileira é a redução de habitats causada principalmente pela expansão da fronteira agrícola. Milhares de hectares são desmatados no Brasil todos os anos substituindo a floresta e os animais que dela vivem por culturas anuais como soja, milho, trigo, café, etc.

Alguns animais por serem generalistas conseguem sobreviver à nova situação podendo alimentar-se de outras espécies de plantas ou animais. Já outras, por serem especialistas, estão fadadas à extinção por não terem a possibilidade de adaptar-se.

Essa perda de diversidade pode ser consequência da captura de animais por comerciantes, para serem vendidos no mercado negro nacional ou internacional, podendo ainda ocorrer em consequência da mortalidade na captura ou transporte dos animais em decorrência do tráfico.

Outro destino da fauna silvestre brasileira é a re-captura pela polícia florestal e/ou Fiscalização do IBAMA, e o envio destes animais para os Centros de Triagens (Cetas), locais onde são recebidos animais da fauna silvestre provenientes do tráfico ou de doações de particulares no qual realizam a triagem dos animais para posterior soltura.

Introdução | Objetivos | Revissão Bibliográfica | Materiais e Métodos | Resultados e Discussões

 

Ciudades Virtuales Latinas - CIVILA.com y Educar.org (cc) 1996 - 2006
Contenidos distribuidos bajo una
Licencia de Creative Commons.
Licensia de Creative Commons