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Os resultados do presente trabalho estão sendo apresentados de duas maneiras. A primeira contém informações gerais sobre o destino da fauna silvestre traficada que foram transformadas em gráficos para facilitar a visualização. A Segunda (anexo 3) são tabelas que contém as informações utilizadas para a confecção dos gráficos.
Das 27 (vinte e sete) superintendências que receberam o questionário (tabela 2) dois terços (18) o responderam e o restante (9) não.
Tabela 2: Lista das superintendências que receberam o questionário
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Resp. o Questionário
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Não
Resp. o Questionário
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Acre
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Amapá
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Alagoas
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Maranhão
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Amazonas
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Minas
Gerais
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Bahia
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Pará
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Ceará
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Paraíba
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Distrito
Federal
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Pernambuco
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Piauí
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Paraná
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Rio
Grande do Norte
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Rio
de Janeiro
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Rondônia
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Roraima
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Rio
Grande do Sul
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Santa
Catarina
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Espírito
Santo
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Goiás
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Mato
Grosso do Sul
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Mato
Grosso
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Sergipe
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São
Paulo
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Tocantins
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5.1 Existência de Centros de Triagem (Cetas)
Das 18 (dezoito) superintendências que responderam o questionário 9 (nove) possuem Cetas (50%), 9 (nove) não possuem (33,33%) e 9 (nove), a mesma quantidade não responderam o questionário (Figura-1). A região Sul é a que encontra-se em melhor situação, pois 66,66% dos estados possuem Cetas e apenas 33,33% não responderam o questionário (Figura-2). As regiões Norte e Centro Oeste encontram-se em piores situações. Na região Norte (Figura-3) nenhuma das superintendências que responderam ao questionário possuem Cetas, entretanto, 42,85% dos estados da região, não responderam o questionário, ou seja, pode ser que algum estado dessa região possua Cetas. Na região Centro Oeste, onde todas as superintendências responderam o questionário, apenas 25% destes possuem (Figura-4).
Na região Nordeste, (Figura-5), 44,44% das superintendências possuem Cetas, 22,22% não possuem e 33,33% não responderam ao questionário Este resultado difere bastante do amostrado para a região Sudeste onde 50% das superintendências possuem Cetas e as outras 50% não responderam ao questionário (Figura-6).
Figura 1

Figura 2

Figura 3

Figura 4

Figura 5

Figura 6

5.2 Situação dos Centros de Triagens
Dos 9 estados que possuem Cetas 88,88% estão em funcionamento e apenas 11,11% encontra-se em fase de implementação (Figura-7), Todos os Cetas encontrados nas superintendências das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, estão em funcionamento (Figuras-8,9 e 10). Somente a região Nordeste possui Cetas em fase de implementação, conforme informações de 25% das superintendências da região (Figura-11).
Figura 7

Figura 8

Figura 9

Figura 10

Figura 11

5.3 Profissionais Envolvidos:
Para o número de estados da Federação que possuem Centros de Triagens, supõe-se que a quantidade de profissionais qualificados para executar as funções dos Cetas, é muito pequeno; visto que, para as 9 (nove) superintendências que possuem Centros de Triagem existem apenas: 8 (oito) veterinários, 6 (seis) biólogos e 4 (quatro) Técnicos Agropecuários (Figura-12). As superintendências da região Nordeste são as que possuem o maior número de profissionais, sendo que, 50% dos veterinários e dos biólogos e 75% dos Técnicos em Agropecuária atuam nesta região (Figura-13). A pior situação é a das superintendências da região Centro Oeste pois não possuem nenhum dos profissionais citados atuando nesta região; a sudeste é a segunda melhor em situação pois possui 25% dos veterinários e dos Técnicos em Agropecuária e 33,33% dos biólogos (Figura-14).
Os Centros de Triagem da região Norte não possuem biólogos e técnicos, possuindo apenas 12,5% dos veterinários (Figura-15). A região Sul possui 12,5% dos veterinários e 16,66% dos técnicos (Figura-16).
Figura 12

Figura 13

Figura 14

Figura 15

Figura 16

5.4 Outras Instituições que Recebem Animais
Como mostra a Figura-17, das superintendências que não possuem Cetas, 55,55% enviam os animais apreendidos ou recebidos pela população para os zoológicos, 33,33% para criadouros, 11,11% para Secretarias Municipais e 22,22% para Instituições de Pesquisa/Universidades; e, ao contrário do que esperava-se, 66,66% das superintendências que possuem Cetas ainda enviam animais para zoológicos e criadouros, 11,11% enviam para Secretarias Municipais e 22,22% para Instituições de Pesquisa/Universidades; onde pode-se inferir que os Centros de Triagem não estão conseguindo cumprir completamente suas funções.
Figura 17

5.5 Destino Dado aos Animais
Dos animais recebidos pelos Centros de Triagem 11,11% morrem, por diferentes causas, como por exemplo traumas decorrentes de transporte no tráfico, estresse, etc. Todos os animais sobreviventes são soltos, muito das vezes em lugares inadequados pois um animal da Amazônia que é recebido por um Ceta da região nordeste não é devolvido ao seu habitat natural e sim introduzido em outros locais. Nenhuma superintendência realiza a reintrodução com base em projetos, nem sacrifica animais (Figura 18).
Figura 18

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